Depoimentos

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Márcia Souza, Museu de Favela (2025)

“Sou suspeita para falar, mas ver aquele lugar [o Museu da Maré, durante o lançamento da exposição 'Memória Climática das Favelas'] com todas as cadeiras completas, eu contei mais de 300 pessoas. Ver lá todos os territórios, eu lembro de todos, poder ouvir todos e ver aquele lugar cheio de gente da gente! Todo mundo tem que saber da favela, e sinto falta de saber da gente! De conviver e conhecer outras comunidades, ver que passamos os mesmos problemas. Mudou muito minha perspectiva. Ali, esse olhar, foi como cair a ficha: esse evento foi a coisa mais bacana, foi uma prova de que a gente se olha e se vê, que somos capazes, que todos passaram por dificuldades territoriais. Mas superamos tudo isso e fiquei muito emocionada.” — Márcia Souza, Museu de Favela

Marli Damascena, Museu da Maré (2025)

“Nós só temos a agradecer. Fizemos o que estava ao nosso alcance e foi além das expectativas. Parecia um encontro de família [a Rede Favela Sustentável] no quintal de casa... As rodas [de Memória Climática] foram incríveis, a exposição ficou exatamente como eu estava pensando, ficou lindo!... Eu gostei de tudo e só tenho a agradecer.” — Marli Damasceno, Museu da Maré

Barbara Nascimento, Núcleo de Memórias do Vidigal (2025)

“Não somos o início. A resistência nos foi herdada. Em rodas, em redes, nossos saberes diversos se proliferam em tecnologias múltiplas. Nós prosseguimos, e cada vez mais fortes! Falar em Memória Climática das Favelas, portanto, é pormos os dedos (juntos) numa ferida crônica de nosso país. Ferida que não precisa ser perpétua, porque estamos aqui existindo com elaboração de soluções. Nossa memória, ninguém nos tira! Ela é nosso jeito de fazermos, de sermos seres sociais, sermos cultura e colaborarmos para um mundo mais saudável e justo.” — Barbara Nascimento, Núcleo de Memórias do Vidigal, lendo texto curatorial do lançamento da exposição Memória Climática das Favelas

Reimont Luiz Otoni Santa Bárbara, Deputado Federal pelo RJ (2025)

 “400 mil famílias na cidade do estado do Rio de Janeiro vivem hoje sem moradia, e a gente usa um jargão, que é um jargão muito adequado pra esse momento que a gente está colocando aqui, que é: ‘muita casa sem gente e muita gente sem casa’. Então, nós precisamos entender que o direito à moradia se dá quando fazemos essa luta dentro do parlamento, e o TTC, o Termo Territorial Coletivo, ele, na verdade, é uma alternativa.” — Reimont Luiz Otoni Santa Bárbara, Deputado Federal

Luiz Miguel Ribeiro, Joven Integrante da RFS (2024)

"É uma grande felicidade estar neste local [em Brasília, representando a pesquisa de Justiça Energética nas Favelas]... É um grande orgulho estar aqui: as sensações que tive na Rede Favela Sustentável só tive [antes] quando meus filhos nasceram e quando casei com minha esposa. No Brasil inteiro conheço gente agora. Minha família falou que eu não ia passar dos 15 anos. Hoje estou aqui, lutando por muitas comunidades; fiz parte desde o início desta parada [realizando a pesquisa de Justiça Energética nas Favelas]. O povo do Brasil ter um pingo de esperança com a nossa comitiva aqui [em Brasília], me deu muita felicidade! Porque minha vida foi de 0 a 100 muito rápido. Deus me abençoou com vocês. Vocês me preparando, me preparando, me ensinando tanta coisa. Agradeço muito vocês por me ensinar, abraçar, acolher. Fazer parte da primeira comitiva de vir para Brasília, lutar pelos nossos direitos, marcou a minha história." — Luiz Miguel Ribeiro, jovem integrante da Rede Favela Sustentável e pesquisador do projeto 'Justiça Energética nas Favelas' (Mesquita)

Adriano Paraíso, Revolusolar (2023)

“De todos os projetos que a gente já fez, já concluiu na Revolusolar, este (instalação de energia solar na Associação de Mulheres de Compromisso e Atitude Social) junto com a Rede Favela Sustentável foi o que mais me tocou. Eu vim da Baixada e sei o quanto é difícil conseguir chegar até aqui. O quanto a gente luta.” — Adriano Paraíso, Revolusolar

Verônica Gomes, Centro Comunitário Irmãos Kennedy (2023)

“Hoje a gente tem uma parceria que é a Rede Favela Sustentável, que também está sempre nos potencializando. Eu costumo dizer: a gente tem a gente, e que bom que a favela tem a gente! Porque independente das dificuldades, independente de tudo que a gente passa, a gente não desiste. A gente está aqui!” — Verônica Gomes, Centro Comunitário Irmãos Kennedy (Vila Kennedy)

Selma Guimarães, moradora do Baixa do Sapateiro, Maré (2023)

"Rede que vem me educando. Sintonia com o ser integral. O futuro do Brasil! Educação ambiental, com consciência alimentar, deve ser tema curricular, que perpasse todos os níveis e espaços educativos. Formal, informal e não formal. Integrando valores formativos dos cidadãos.” — Poesia por Selma Guimarães, moradora do Baixa do Sapateiro, Maré

Ricardo de Mattos, Defensor Público do Núcleo de Terras e Habitação (NUTH) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (2023)

 “O que me encanta no TTC é de como ele traz em si o instituto que arraiga os valores de democracia, trata dos direitos de uma coletividade, mas sem descuidar também dos indivíduos. Ele tem a possibilidade de proteger contra o poder econômico e gentrificação. Ele permite proteger a história, a tradição e a memória de uma coletividade. O TTC protege mais do que a moradia, o que não é pouco, mas aquele território na totalidade.” — Ricardo de Mattos, NUTH, Defensoria Pública do RJ

Antonio Xaolin, Liderança Histórica da Rocinha (2023)

“O TTC para as favelas, para as periferias, é de grande valia pois ele combina a posse da terra, que se trata de uma posse coletiva, e o direito individual de morar. O Projeto TTC para mim, tem muita importância para as favelas.” — Antonio Xaolin, liderança histórica da Rocinha

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