Projetos que Inspiram e Transformam
Nosso trabalho tem sido reconhecido nacional e internacionalmente por seu impacto nas comunidades e inovação social. Cada prêmio reforça nosso compromisso com a transformação liderada por moradores de favelas.
A missão da Comunidades Catalisadoras é gerar modelos para o desenvolvimento efetivo de assentamentos informais liderado pela comunidade e centrado nas pessoas em cidades de todo o mundo, com base na experiência do Rio de Janeiro, com as favelas da cidade alcançando o reconhecimento de seu status de patrimônio, e seus moradores recebendo todos os serviços que são o direito de todo cidadão. Nosso trabalho é realizado através de uma combinação de educação, pesquisa, capacitação, comunicação estratégica, tecnologia, redes, advocacy e planejamento participativo.
O Rio de Janeiro possui alguns dos mais antigos assentamentos informais urbanos no mundo de hoje. Como tal, as suas conquistas e realizações–e os desafios existentes–servem como uma oportunidade para aprender e gerar soluções criativas que podem ser aplicadas em todo o mundo nas próximas décadas, já que a ONU prevê que os assentamentos urbanos informais são o alvo do crescimento mundial das próximas décadas: serão o lar de um terço da população mundial até 2050.
Nós fazemos uso estratégico das mídias sociais, oferecemos capacitações comunitárias, fazemos advocacy pela defesa de direitos em prol do planejamento participativo e políticas pró-favela, com o objetivo de em longo prazo realizar o potencial do Rio de Janeiro como um verdadeiro exemplo de integração urbana inclusiva.
Nossos programas incluem capacitações de lideranças em comunicação e estratégia, fóruns e redes estratégicas para dar visibilidade às soluções e perspectivas comunitárias, a realização de visitas comunitárias educativas, palestras em universidades, pesquisas de opinião e impacto, o uso extensivo das mídias sociais, publicações educativas e campanhas de defesa.
A ComCat emergiu como elo entre mobilizadores comunitários e visões inovadoras de moradia e espaço urbano. Em 2018, o grupo começou a adaptar o modelo do Termo Territorial Coletivo (TTC) — inspirado em iniciativas de Porto Rico — para comunidades cariocas. Desde então, mobilizou lideranças, arquitetos, ONGs, advogados e moradores para avançar com piloto em favelas como Trapicheiros e Grupo Esperança.
Na ComCat, acreditamos que as favelas não são “problemas” a serem resolvidos, mas sim laboratórios vivos de urbanismo sustentável e governança comunitária. Ao aprender com
esses territórios, identificamos práticas que podem inspirar políticas públicas mais justas, inclusivas e eficazes.
Ao colocar as experiências das favelas no centro da discussão, reafirmamos que o futuro das cidades passa por reconhecer, valorizar e aprender com os saberes que nascem na
periferia.
“Não somos o início. A resistência nos foi herdada. Em rodas, em redes, nossos saberes diversos se proliferam em tecnologias múltiplas. Nós prosseguimos, e cada vez mais fortes! Falar em Memória Climática das Favelas, portanto, é pormos os dedos (juntos) numa ferida ...
"O RioOnWatch faz um belíssimo trabalho de correção dos preconceitos elitistas típicos do primeiro mundo presente na maioria das reportagens em inglês sobre as favelas do Rio. Com cobertura detalhada e local feita por pessoas que entendem as complexidades da vida nas ...
”A cidade é um bem comum, e não uma mercadoria. Cidade é para fazer negócio, mas a cidade não está a serviço do negócio. A cidade tem que estar a serviço das pessoas. A partir da aplicação de instrumentos como o TTC a gente vai construindo (isso).” Marcelo Leão, IBDU
Nosso trabalho tem sido reconhecido nacional e internacionalmente por seu impacto nas comunidades e inovação social. Cada prêmio reforça nosso compromisso com a transformação liderada por moradores de favelas.
Roseli Franco é diretora institucional da ComCat desde 2002. Bacharel e licenciada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atua na gestão estratégica de diversos projetos, com dedicação mais concentrada na gestão administrativa e financeira da organização. Foi editora do Banco de Soluções Comunitárias da ComCat (2003-2008) e do RioOnWatch (2010-2020). Anteriormente, foi professora de filosofia no Colégio Pedro II e no curso de Formação de Atores da Faculdade da Cidade. Também se formou em instrutora de Yoga Integral pela Associação Nacional de Yoga Integral (ANYI).
Tarcyla Fidalgo é coordenadora do Projeto TTC desde 2018. Doutora em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestra em Direito da Cidade pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), conta com mais de 10 anos de ativismo pelo direito à terra e à moradia, especialmente em processos de remoção e regularização fundiária.
Julio Santos Filho é editor do RioOnWatch desde 2000. Bacharel em Relações Internacionais (UFF) e mestre em Sociologia (IESP-UERJ), em 2021, editou a série premiada ‘Enraizando o Antirracismo nas Favelas’, projeto medalha de prata no The Anthem Awards na categoria Diversidade, Equidade e Inclusão, como Melhor Programa de Conscientização Local, e ganhador do Prêmio Megafone Ativismo de melhor Reportagem de Mídia Independente e de duas moções de louvor e reconhecimento da Comissão Especial de Combate ao Racismo da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Aline Araújo é coordenadora de comunicação da ComCat. Atuante no terceiro setor há 20 anos, é jornalista profissional formada na FACHA, pós graduanda em diversidade étnico-cultural (UniAmericas), assessora de imprensa e produtora cultural. Premiada em projetos de cultura e educação, Aline é ativista pela cultura e educação, principalmente, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde foi adotada, e pelo antirracismo de forma ampla. Nascida em Manaus, é idealizadora da iniciativa Afro Memórias Atuais e voluntária na Rede de Jornalistas Pela Diversidade na Comunicação, é também escritora com publicações em antologias nacionais e internacionais de poesia e autora do livro infantil “Meu Vovô é um Guerreiro da Selva”.
Camila Moreno de Paula, é gestora de integrantes da Rede Favela Sustentável desde 2021. Mulher negra cria da periferia paulista e mãe, faz parte da primeira geração de sua família com diploma de ensino superior, formada em Gestão Ambiental e Engenharia Ambiental pela UniAnchieta (Jundiaí). Atuou em órgãos ambientais do governo, realizou trabalhos de forma voluntária em pequenas ONGs, esteve em movimentos estudantis e de mobilização política em prol dos direitos da população mais vulnerabilizada.
Felipe Litsek é subcoordenador do Projeto TTC. Mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e graduado em Direito pela PUC-Rio, desde cedo se interessou pelo direito à terra e à moradia, se envolvendo com projetos de assessoria jurídica popular para comunidades inseridas em conflitos fundiários, tanto no contexto urbano quanto rural. É também pesquisador do Observatório das Metrópoles.
Thaysa Santos é gestora de logística na Rede Favela Sustentável, atuando como mobilizadora socioambiental e ponte entre as atividades dos integrantes da RFS. Ambientalista, graduanda em Educação do Campo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), é gestora da iniciativa Terra Afetiva, projeto que promove atividades socioambientais e produtos sustentáveis em favelas e comunidades rurais do Rio de Janeiro. É fotógrafa popular formada pelo Imagens do Povo, programa de documentação e pesquisa fotográfica do cotidiano das periferias fundado pelo Observatório de Favelas.
Amanda Baroni Lopes é comunicadora integrante da equipe do RioOnWatch. Formada em jornalismo pela Unicarioca, foi aluna do 1° Laboratório de Jornalismo do Maré de Notícias. É autora do Guia Antiassédio no Breaking, um manual que explica ao público do Hip Hop sobre o que é ou não assédio e orienta sobre o que fazer nessas situações. Amanda é cria do Morro do Timbau, no Complexo da Maré.
Maria Clara é assistente do Projeto TTC. Graduanda em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ao longo de sua trajetória acadêmica, tem se interessado pelas temáticas de justiça territorial, direito à cidade e fortalecimento comunitário, buscando aprofundar seus conhecimentos e sua experiência prática por meio de sua atuação na equipe do Projeto Termo Territorial Coletivo.
Glaucio Maciel é assistente social do Projeto TTC. Graduado em Serviço Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com mestrado, doutorado e pós-doutorado pelo Laboratório de Estudos Urbanos e Socioambientais do Departamento de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), atua em atividades sociais e ambientais em instituições públicas e privadas há mais de 20 anos.
Iris Nascimento é gestora de dados da Rede Favela Sustentável, atuando na gestão, organização de dados e sistematização de informações, acompanhamento de iniciativas e suporte às demandas operacionais da RFS. É geógrafa formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com formação complementar em Gerenciamento de Projetos (Coursera/Google). Possui experiência em organização de bancos de dados, geoprocessamento e análise territorial, além de atuação em produção cultural e gestão pedagógica/administrativa. Mulher parda e cria de favela, vem construindo sua trajetória profissional a partir do compromisso com o fortalecimento das favelas como espaços de produção de conhecimento e enfrentamento às injustiças socioambientais.
Chu’ya Lane é consultora independente em saúde pública, com uma trajetória de sucesso na formação de equipes e programas. Seu foco é a defesa de políticas públicas, incluindo formulação, promoção, implementação, monitoramento e avaliação, bem como planejamento estratégico e formação de coalizões. Ela possui mais de 20 anos de experiência em saúde pública em níveis nacional e internacional, incluindo atuação ou consultoria em organizações não governamentais, serviço no governo dos EUA, filantropia, setor privado, academia e conselhos consultivos; e tem experiência específica em promoção de políticas de alimentação saudável, controle do tabagismo, assuntos multilaterais de saúde global, sobrevivência infantil, saúde materno-infantil e nutrição. Mais recentemente, Chu’ya atuou como Diretora de Advocacy no Global Health Advocacy Incubator, onde liderou iniciativas de programas de políticas de alimentação saudável na América Latina, implementando campanhas integradas de advocacy para mudanças nas políticas de alimentação saudável. Anteriormente, Ch’uya gerenciou o programa piloto de prevenção da obesidade da Bloomberg Philanthropies no México por vários anos, período durante o qual o governo mexicano aprovou um imposto inovador de 10% sobre bebidas açucaradas, que reduziu efetivamente o consumo dessas bebidas e foi reconhecido globalmente como uma política de saúde pública bem-sucedida.
Diretor-geral de Estratégias de Equidade Ambiental no Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC). Possui mais de 20 anos de experiência, inicialmente como organizador comunitário em Nova Orleans e posteriormente no movimento ambientalista. Trabalhou em contextos urbanos e rurais, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, em países como México, Índia e Brasil. É bacharel em História pela Universidade de Tulane, mestre em Desenvolvimento Internacional Sustentável pela Universidade de Brandeis e doutor em Política Energética e Ambiental pela Universidade de Delaware, com especialização em Ecologia Política Urbana.
Lyvia N. Rodríguez Del Valle é planejadora urbana e regional com vasta experiência executiva, especializada em direito à cidade, posse coletiva da terra, desenvolvimento comunitário, planejamento participativo de ações e governança, particularmente em assentamentos autoconstruídos. Ela foi a diretora executiva fundadora do internacionalmente renomado Projeto ENLACE del Caño Martín Peña e do inovador Fideicomiso de la Tierra del Caño Martín Peña, vencedor do Prêmio Mundial do Habitat. Como cofundadora do El Enjambre e do El Enjambre Colectivo, Lyvia acompanha e conecta organizações que buscam fortalecer seu trabalho de base em sua relação com questões mais amplas. Seu trabalho se concentra na posse coletiva da terra na América Latina e no Caribe, como meio de lidar com o deslocamento, regularizar assentamentos autoconstruídos e adaptar-se às mudanças climáticas. Lyvia integra o conselho do Centro Internacional de Fundos Fiduciários de Terras Comunitárias e é professora adjunta na Escola de Pós-Graduação em Planejamento da Universidade de Porto Rico.
Stephanie Reist é professora na Universidade Stanford. Antes de ingressar em Stanford, foi pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Educação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Concluiu seu doutorado em Estudos Românicos, com foco em Estudos Culturais Latino-Americanos, e seu mestrado em Políticas Públicas na Universidade Duke em 2018. É bacharel em Literatura Comparada pelo Williams College. Sua pesquisa e seus escritos se concentram em questões de raça, políticas públicas, feminismos negros, produção cultural, juventude e pertencimento urbano no Rio de Janeiro, Brasil. Especificamente, ela se interessa pela relação entre movimentos juvenis e o acesso ao ensino superior nas periferias urbanas predominantemente negras e operárias do Rio. Como parte de seu compromisso com a divulgação científica, seus textos foram publicados em veículos como RioOnWatch, Times Higher Education, The Independent e Jacobin Magazine.
Thomas Kriese é um líder empresarial com vasta experiência no crescimento de plataformas, comunidades e novos negócios em diversas regiões geográficas, ambientes digitais e físicos, e na geração de impacto social e econômico em organizações complexas. Há mais de 25 anos, Thomas projeta e gerencia a forma como as pessoas interagem online, desenvolvendo uma compreensão de como nos conectamos dentro de comunidades, redes e ecossistemas. Como Vice-Presidente de Ecossistemas da Singularity University, Thomas foi responsável por liderar os esforços de desenvolvimento e engajamento da comunidade globalmente: implementando um programa de ex-alunos desde o lançamento até alcançar quase 200 núcleos em 79 países.
Wendy Muse Sinek é professora do Departamento de Ciências Políticas Charles e Louise Travers da Universidade da Califórnia, Berkeley. Sua pesquisa concentra-se na questão de como os cidadãos podem — e não podem — se organizar efetivamente para promover mudanças políticas. Ela possui mestrado e doutorado em Ciência Política pela UC Berkeley, mestrado em Estudos de Política Internacional pelo Middlebury Institute of International Studies e bacharelado em Sociologia e Estudos de Gênero pela Mercer University. Entre seus projetos de pesquisa anteriores, ela estudou como pequenas ONGs no Rio de Janeiro lidam com políticos corruptos e gangues para melhorar a vida dos moradores de favelas. Ela também atuou no conselho da CatComm de 2010 a 2016.
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